Corda no pescoço

Prefeitura Municipal de Formiga passa por dificuldades financeiras

09 de Maio de 2017

Fontes seguras informaram que a Prefeitura Municipal de Formiga está com a corda no pescoço para honrar seus compromissos com a folha de pagamento. Aparentemente, o dinheiro do contribuinte não vai ser suficiente para custear a máquina pública.

A matemática nesse caso é elementar. Se a receita fica estagnada ou até mesmo cai, mas a despesa permanece em uma trajetória crescente, o que vai acontecer, caro leitor? Se fosse uma empresa, ela teria de buscar um empréstimo, o que não é indicado em tempos de juros altos. Isso, é claro, no caso do micro e pequeno empresário, talvez alguns grandes. Já a nata amiga de um certo partido, possui contatinhos no BNDES mais do que dispostos a oferecer dinheiro a ela com juros subsidiados por você. A outra opção, geralmente adotada pelo micro e pequeno empresário, é cortar onde é mais caro: a folha de pagamento. Essa é a saída natural quando as contas fecham no vermelho. A CLT fascista inviabiliza qualquer opção diferente.

No Poder Público, há o universo do ideal e o do real. Se o Brasil fosse um lugar sério, a prefeitura também deveria cortar despesas. Mas eles não vão fazer isso, porque essa expressão implica em demitir pessoas e isso pega muito mal para um político, principalmente em cidade de interior. Qual vai ser a solução então? Ora, muito simples. Quando uma empresa quebra, ela fecha. Quando Prefeitura, Estado ou União gastam mais do que arrecadam, eles mandam a conta para você. O que isso significa? Que há a possibilidade de aumento do IPTU. Claro que o Legislativo terá de se posicionar e já houve um movimento contrário a alterações na planta de valores da cidade. Em legislaturas passadas, a Câmara permaneceu firme no propósito de não punir o formiguense por uma dívida que ele não fez. A atual é uma caixinha de surpresas e, portanto, tudo é possível. Os vereadores começaram com o pé esquerdo e, ao que tudo indica, terão a oportunidade de mostrar se acertaram o passo.

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