Vigilância e liberdade

Doutrinação ideológica é uma realidade em escolas de Formiga

17 de Maio de 2016

O Partido dos Trabalhadores caiu, mas a mentalidade que o colocou no poder ainda não foi superada. E não poderia ser diferente. Foram décadas e décadas de doutrinação ideológica e destruição sistemática da inteligência brasileira. Já li vários depoimentos, livros e programas escolares que demonstram claramente o viés ideológico da educação fornecida pelo Ministério da Educação (MEC). Não é segredo para ninguém. Tudo o que os professores fazem é contar uma versão deturpada dos fatos, principalmente os de história (quem dera fossem só eles!). Tal versão é sempre a mesma: o capitalismo é o mal na Terra enquanto o comunismo representa o paraíso criado por líderes preocupados com o bem estar social. Obviamente, isso é uma mentira deslavada. Basta ler o Livro Negro do Comunismo para toda a tinta rosa que os professores passaram no comunismo ser corroída pela verdade. No entanto, não quero entrar nesse mérito agora.

O que pretendo com essas colocações? Chamar a atenção dos pais formiguenses para a importância de eles acompanharem regularmente a vida estudantil de seus filhos, sobretudo no que se refere às disciplinas de humanas. Infelizmente, a doutrinação continua a todo vapor, tanto na rede pública quanto na privada. Vou citar alguns exemplos disso. Não vou dar nomes, porque não me interessa expor ninguém nem escola alguma. Antes fosse uma questão pontual e de quantidade. O problema é mais amplo e pior do que isso.

Outro dia, conversando com uma amiga, ela me contou que uma professora de uma das escolas públicas de Formiga tinha se gabado em uma rede social de ter dado uma aula ‘maravilhosa’ (sic) sobre o comunismo. No post, ela alegremente dizia que tinha desenhado com muito orgulho o símbolo da foice e do martelo no quadro. A docente é militante petista, o que explica tudo. Não sei como falar de um regime que matou mais de 100 milhões de pessoas, mais do que todas as guerras e catástrofes naturais somadas, e deixou um rastro de destruição e miséria por onde passou, pode ser considerado algo ‘maravilhoso’. Deveria ser tão desagradável quanto falar sobre o nazismo. Diante disso, caro leitor, você acha possível que alguém que trate o comunismo em termos tão efusivos tenha ética suficiente para expor o contraditório de forma isenta, como é o certo? Tenho minhas dúvidas.

Na rede particular, não é diferente. Vi uma foto de um professor vestido com uma camisa do PCdoB em um evento de partidos de esquerda. É crime? Não. É condizente com alguém que tem a função de transmitir os fatos e, por conseguinte, a verdade? De jeito nenhum. Será que ele deixa a militância partidária fora dos muros da escola? Espero que sim, apesar do meu ceticismo. A direção de outro estabelecimento de ensino privado divulga como se vantagem fosse que a sua grade curricular é baseada no socioconstrutivismo. Para quem não sabe, o socioconstrutivismo foi implantado no Brasil graças aos esforços de Paulo Freire, um guru ideológico da esquerda questionado por todos os educadores de respeito fora do país. Este sistema existe desde os anos 80 com o objetivo de doutrinar e, posteriormente, imbecilizar o aluno. Prova disso foi que o Brasil nunca ganhou um Nobel, tem 50% de universitários analfabetos funcionais e mantém as piores colocações nos rankings internacionais de avaliação da educação. Na França, Jean Piaget incentivou o mesmo método, que foi utilizado durante 30 anos. Assim que o governo percebeu que uma geração inteira de franceses se tornou analfabeta funcional, aboliu a metodologia.

De acordo com o professor e filósofo Olavo de Carvalho, o sistema de alfabetização socioconstrutivista é uma catástrofe. “Todo idioma compõe-se de uma parte mais ou menos fechada, estável e mecânica – o alfabeto, a ortografia, a lista de fonemas e suas combinações, as regras básicas da morfologia e da sintaxe -- e de uma parte aberta, movente e fluida: o universo inteiro dos significados, dos valores, das nuances e das intenções de discurso. A primeira aprende-se eminentemente por memorização e exercícios repetitivos. A segunda, pelo auto-enriquecimento intelectual permanente, pelo acesso aos bens de alta cultura, pelo uso da inteligência comparativa, crítica e analítica e, last not least, pelo exercício das habilidades pessoais de comunicação e expressão. Sem o domínio adequado da primeira parte, é impossível orientar-se na segunda. Seria como saltar e dançar antes de ter aprendido a andar. É exatamente essa inversão que o socioconstrutivismo impõe aos alunos, pretendendo que participem ativamente – e até criativamente – do ‘universo da cultura’ antes de ter os instrumentos de base necessários à articulação verbal de seus pensamentos, percepções e estados interiores. O socioconstrutivismo mistura a alfabetização com a aquisição de conteúdos, com a socialização e até com o exercício da reflexão crítica, tornando o processo enormemente complicado e, no caminho, negligenciando a aquisição das habilidades fonético-silábicas elementares sem as quais ninguém pode chegar a um domínio suficiente da linguagem. O produto dessa monstruosidade pedagógica são estudantes que chegam ao mestrado e ao doutorado sem conhecimentos mínimos de ortografia e com uma reduzida capacidade de articular experiência e linguagem. Na universidade, aprendem a macaquear o jargão de uma ou várias especialidades acadêmicas que, na falta de um domínio razoável da língua geral e literária, compreendem de maneira coisificada, quase fetichista, permanecendo quase sempre insensíveis às nuances de sentido e incapazes de apreender, na prática, a diferença entre um conceito e uma figura de linguagem. Em geral não têm sequer o senso da “forma”, seja no que lêem, seja no que escrevem.”

Escapar disso, portanto, é extremamente complicado. Os pais precisam estar atentos ao que é ensinado aos seus filhos para evitar que eles se tornem imbecis reféns de um discurso ideológico imposto desde a mais tenra idade via socioconstrutivismo. O projeto Escola sem Partido é uma ferramenta eficiente para frear esse processo. Fica a dica para os vereadores formiguenses. Afinal, como dizia Thomas Jefferson, o preço da liberdade é a eterna vigilância.

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