A política letárgica

O intervalo entre as votações do impeachment na Câmara e Senado causa um período de estranha calmaria política no país.

25 de Abril de 2016

O clima político está estranho, muito estranho. A sensação que tenho é daquele instante do faroeste onde os pistoleiros já estão posicionados na rua e o duelo está para acontecer. O silêncio é tanto que a imprensa se contentou com cuspes da esquerda e a ressurreição de um general do período militar pra gerar alguma repercussão jornalística no país.

É compreensível: A presidente prepara as malas enquanto o Senado se preocupa em jogar um jogo de resultado previsível.

Michel Temer trabalha calado na montagem de seu futuro governo sabendo que não existe margem para erros. Terá que acertar de primeira!

A Lava-Jato, esta sim, com capacidade de dar o primeiro tiro, não vai se pronunciar tão cedo para não ofuscar a mudança política no país.

Dilma segue velando seu governo. Aliás, é deprimente ver que ela literalmente vai levar seu governo às últimas consequências, custe o que custar ao país.

Ah, o Lula... este não sei como está, ninguém viu nem sabe por onde anda depois de sua maior derrota política, não conseguiu apoio suficiente para evitar o impeachment, mesmo com a caneta presidencial na mão sentado no cofre do estado.

Não há o que fazer, agora só resta esperar. O tic-tac corre contra o PT que compreende que o impeachment trará prejuízos enormes nas eleições municipais de outubro.

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